Globalização: Panorama atual e sua influência em nosso cotidiano

Compreende-se por globalização, a internacionalização absoluta da economia, que por sua vez é seguida do que se convencionou chamar de mundialização, visto que, em termos gerais, esse conceito pode ser entendido como a integração cultural, social e política, referindo-se assim, à forma como os países interagem e aproxima a população uma das outras. Ou seja, podemos considerar este movimento como uma espécie de aldeia global.

Devidamente impulsionado pelo avanço da informática e de sua capacidade de processar e distribuir informações e dados em todo planeta, este fenômeno rompe fronteiras nacionais em questão de segundos, transformando o mundo em um lugar conectado por uma infinidade de minúsculos circuitos de energia, admitindo que diferentes nações com interesses comuns, possam se comunicar e trocar experiências entre si.

Sendo assim, o início desta era digitalizada só foi possível com a ascensão dos dispositivos eletrônicos que, potencializaram a comunicação entre os indivíduos e a circulação do conhecimento, permitindo a estruturação de uma nova organização social através das mídias, outorgando maior expansão de liberdade que não limitam-se ao tempo, espaço, cultura, nem de estruturas consolidadas e governamentais, para que as pessoas e o mercado sejam capazes de desenvolver seus objetivos.

E como ela influência o cotidiano?

”Globalização”, ”mundialização”, ”internacionalização” são expressões que podem ser classificadas sinônimos das experiências cotidianas sem fronteiras que temos vivenciado, na qual têm afetado diretamente as dimensões da economia, da pesquisa, do ecossistema, da técnica, dos conflitos transculturais e da sociedade civil.

E esta metamorfose que acolhe tudo em um só tempo, segundo Hell et al (1999), não pode ser traduzida em uma única concepção, pois é de difícil compreensão a ascensão deste evento que obriga a todos se acomodar com sua presença e buscar fornecer soluções.

Para alguns, sustenta-se a ideia de que tal fenômeno surgiu a partir dos anos 1980, após a invenção tecnológica da bomba atômica, produzida em laboratório e utilizada no episódio da Segunda Guerra Mundial. Para outros, acredita-se que suas raízes permeiam deste o século XV, onde os europeus fizeram descobertas relevantes em suas navegações transatlânticas para o ”Novo Mundo” das Américas. E há ainda aqueles que acreditam tratar-se de um fato presente desde os primórdios na sociedade.

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De qualquer modo, o ápice dessas mudanças deu-se somente na década de 1990, na qual o vocábulo ”globalização” tornou-se mais tangível para uma grande parte da população mundial, devido à conjuntura de diversos fatores, tais como: o progresso dos estudos científicos e computacionais, a hegemonia do capitalismo como sistema econômico mundial e o advento das ideias neoliberais que propunha por menor intervenção do Estado e maior autonomia para as industrias locais e globais.

Com isso, denota-se também o surgimento de demasiados paradoxos que colocam a ambição das nações e dos grupos de interesse com intenções legítimas em controvérsia, as quais acabam por ocasionar profundas crises e confrontos entre a sociedade e o governo, colocando em evidência que o velho fundamento imperante já não é mais adéquo para sustentar um futuro de valia na era contemporânea da internacionalização e das novas tecnologias.

E para que seja possível entregar respostas efetivas ao corpo social, deve-se ponderar com mais precisão as prioridades instituídas pelo ministério, e procurar por uma composição de autoridade administrativa mais equilibrada que possa garantir os direitos dos cidadãos, de forma que esta esteja conceituada às finalidades do neoliberalismo, que por sua vez não verifica-se por apenas como um movimento liberal econômico radical, mas sim como uma ideologia capaz de compreender e corresponder às imposições manifestadas pelo povo.

Neste contexto, é preciso que a comunicação seja feita de forma autêntica dentro do âmbito dos níveis de regência, tencionando sempre o aprimoramento do consenso, organização e cooperação dos autores interessados que possuem desígnios em comum, para que assim possam atuar de forma coordenada sem limitações e que consigam atender às novas demandas.

Sobretudo, o Estado ainda continua sendo o fator principal para manter o bem-estar das comunidades, no entanto, ele já não é mais visto como a máxima força para que haja uma boa construção social, muito menos como o poder majoritário competente para intervir e direcionar coletivamente de maneira autônoma.

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Conheça as vantagens da globalização

Como você já deve ter notado, nossa civilização passou de isolada e local para um ambiente totalmente globalizado e concorrido, devido às origens históricas importantes, como as Grandes Navegações, por exemplo.

Porém, este fato vêm ganhando formas imensuráveis nos últimos 30 anos (antes inimagináveis), modificando diversos setores, a princípio, o sistema econômico mundial em um complexo interdependente, que ganhou intensidade em razão do crescimento vertiginoso das circunstâncias modernas: os mercados financeiros e as interfaces responsáveis pela interconexão em tempo real.

Dessa forma, é plausível enfatizar que o advento das pesquisas científicas é o reflexo da existência de várias aptidões dentro do nosso contexto social, que visa solucionar problemas e otimizar práticas do cotidiano, dando procedência em invenções como:

1.Comunicação

Sem dúvida nenhuma, a comunicação é uma que ocupa o primeiro lugar. A Internet das coisas mudou cada tarefa de nossas vidas.

Por exemplo, a possibilidade de realizar videoconferências em tempo real a quilômetros de distância, tornou as viagens de negócios ou reuniões totalmente obsoletas.

Certos aspectos do nosso dia a dia, como serviços bancários, o atendimento ao cliente, a educação, todos podendo ser feitos via Internet, simplificou bastante a vida de milhares de pessoas.

2.Trabalho a distância

O número de pessoas trabalhando em casa cresceu consideravelmente na última década, e isso se intensificou ainda mais por conta da pandemia do Covid-19.

Além de ser vantajoso para as empresas, pois conseguem reduzir os custos, os trabalhadores têm mais tempo de ficar com suas famílias, além de ter aberto novas oportunidades de trabalho no mundo todo.

3.Acesso aos mercados de informação

Pelo lado do empreendedor, estar visível aos olhos dos clientes ou contatos no mundo inteiro abre a possibilidade de se internacionalizar.

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E as tecnologias e a Internet proporcionaram isso, por exemplo, a partir da criação de um site.

4.Nível de vida e poder econômico

Muitas organizações mundiais são unânimes em afirmar que o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza diminuiu, pois os países se desenvolveram economicamente.

Além disso, a melhora de condições de vida modificou os níveis de segurança, e em dezenas de países, houve uma redução das taxas de homicídio.

Porém, junto com a globalização, surgiram alguns desafios.

Os desafios da globalização

Embora todas essas vantagens, alguns desafios também surgiram. Entre eles, o aumento do desemprego e a procura por melhores condições de vida em outros países.

Na questão específica do desemprego, isso aconteceu porque diversos postos de trabalho foram substituídos por máquinas.

Por exemplo, a indústria automobilística, o atendimento aos clientes, entre outros, precisam cada vez menos do trabalho físico.

É um tipo de problema que os governos devem estar atentos, de forma a encontrar maneiras de contornar esse tipo de situação.

Enfim, utilizando as ferramentas em termos de liberdade de expressão, educação a distancia e mais acesso ao mercado, todo o mundo pode mudar, evoluir e melhorar, ao mesmo tempo que preservando seus valores.

Um mundo globalizado, sem fronteiras em termos de cultura, de produtos e de formação, é agora uma realidade. Agora, cabe a você tirar o melhor proveito dessas ferramentas.

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